Mulheres na Vanguarda da Transição Energética

Confira o painel do Instituto Alziras na Conferência Brasileira de Mudanças Climáticas.

A Conferência Brasileira de Mudança do Clima tem como objetivo a promoção de diálogos para a formulação e monitoramento de compromissos que influenciam o clima e propõe saídas para a implementação da NDC brasileira, maiores ambições na pauta climática e de adaptação às mudanças ambientais.

A mesa procura enfocar a perspectiva de gênero no âmbito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 que trata da universalização do acesso à energia e a um preço justo até 2030, a partir do investimento em fontes alternativas, como a energia solar, eólica e térmica. No caso brasileiro, além de democratizar o acesso à energia para toda sua população, o país ainda precisa avançar no sentido de tornar esse acesso barato, confiável, sustentável e renovável. Não se trata apenas, portanto, de disponibilizar energia, mas de criar condições para que as famílias possam pagar por esse serviço. Diante do aumento dos preços dos combustíveis e da escalada das tarifas de energia elétrica e do gás de cozinha, essa mesa se propõe a debater o crescimento do fenômeno conhecido como pobreza energética e seus impactos para a vida das mulheres. Pretende ainda reconhecer e disseminar experiências de fomento à produção de energias alternativas protagonizadas por lideranças femininas em governos subnacionais, de forma a valorizar o papel das mulheres na implementação de medidas que contribuem não apenas para enfrentar as consequências sociais, econômicas, ecológicas e políticas imediatas como na crise do Covid-19, mas também consideram reformas estruturais e mudanças transformadoras em direção à sustentabilidade e à transição energética durante todo o processo de recuperação econômica e social que temos pela frente.

Palestrantes:
Pollyana Dutra – Deputada Estadual na Paraíba
Raquel Lyra – prefeita de Caruaru - PE
Marina Dias Marinho - prefeita de Jandaíra - RN
Natalie Unterstell - presidente do Instituto Talanoa
Michelle Ferreti - cofundadora do Instituto Alziras


Caruaru na liderança da Transição Energética

O Brasil tem vivenciado um constante aumento no preço do gás de cozinha, dos combustíveis e das tarifas de energia. Diante disso, há uma dificuldade de ter acesso aos recursos básicos para garantir a sobrevivência dos brasileiros, como o acesso à energia. E essa dificuldade é ainda maior se considerarmos aspectos de gênero e a raça, ou seja, mulheres e pessoas negras são as mais impactadas.

Durante a pandemia, as mulheres, principalmente as negras, lidam com as maiores taxas de desemprego, com a redução de renda e se deparam com a pobreza nos seus lares. E para driblar as dificuldades que encontram tentando realizar as tarefas domésticas, do cuidado e da cozinha, as famílias têm recorrido a medidas que podem colocar em risco a sua integridade física, como por exemplo, utilizar lenha para cozinhar.

É nesse cenário de crise energética, econômica e social que devemos discutir com urgência a transição energética para aumentar a resiliência das cidades e a qualidade de vida da população brasileira. O investimento em fontes alternativas de energia é central para superar essa dificuldade, e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7, que trata da universalização do acesso à energia e a um preço justo até 2030, deve nortear a transição no Brasil.

Assegurar o acesso sustentável e a preço acessível à energia para todos é uma tarefa difícil e complexa, mas alguns municípios liderados por mulheres têm conseguido se destacar na implementação do ODS 7. Um exemplo deles é Caruaru, localizado no agreste Pernambucano, que utiliza os resíduos para geração de energia elétrica através do biogás e consegue abastecer, com um baixo custo, cerca de 6 mil moradias da sua zona rural.

Além das vantagens no abastecimento da energia, investir na transição energética pode impulsionar também a cadeia produtiva, o mercado de trabalho e a criação de novos empregos, principalmente no Nordeste, uma região com ampla capacidade de geração de energia eólica e solar. Através da capacitação de pessoas, é possível reinserir no mercado de trabalho digno aqueles que foram mais impactados pelo desemprego na pandemia, como as mulheres negras, reduzindo a vulnerabilidade econômica e social desses grupos.

Dessa forma, apoiar a transição energética brasileira para uma geração de energia mais verde e renovável gera oportunidades não só de impulsionar o desenvolvimento sustentável, como também cria cenários que podem reduzir a vulnerabilidade social de mais mulheres e pessoas de baixa renda. É importante também reconhecer as iniciativas lideradas por mulheres gestoras, para apoiar e incentivar que novas lideranças femininas assumam o protagonismo no âmbito subnacional e consigam fomentar a produção de energias alternativas. Nesse caminho, será possível promover uma mudança estrutural necessária na matriz energética brasileira de forma justa e inclusiva,  que  considere as questões de gênero e raça como transversais, e assegurem o desenvolvimento social na retomada econômica pós pandemia.

Por Rayana Burgpos

Foto: primeira Usina de Biogás do Nordeste - Prefeitura de Caruaru


Confira o 3º ciclo de Formação: Transparência e Governo aberto para combater desigualdades

Webinário "Transparência e Governo aberto como ferramentas de combate às desigualdades"
Objetivo: Identificar os desafios e oportunidades para a implementação de práticas em transparência e governo aberto tendo como foco o combate às Desigualdades e conhecer boas experiências em Prefeituras governadas por mulheres.


Mulheres no Enfrentamento da Covid19: a liderança das mulheres no enfrentamento à COVID-19 e a importância de termos a presença de mais mulheres na política em postos de liderança e tomada de decisão.

Esse video faz parte do Primeiro Ciclo de Formação do GPúblicas (www.gpublicas.org.br) onde abordamos a liderança das mulheres no enfrentamento à COVID-19 e a importância de termos a presença de mais mulheres na política em postos de liderança e tomada de decisão.

Referências (link para artigos e estudos citados nesse video)

1) Mortes por covid em outubro de 2021: https://g1.globo.com/saude/coronaviru...

2) Mulheres profissionais na linha de frente do combate à COVID-19: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br...

3) Profissionais de enfermagem: http://www.cofen.gov.br/enfermagem-em...

4) Pandemia agrava os níveis de desigualdade: https://www.cepal.org/pt-br/comunicad...

5) Cidades com prefeita, em vez de prefeito tiveram 43% menos vítimas no Brasil: https://www.bbc.com/portuguese/brasil...

6) O número de mulheres eleitas prefeitas no Brasil correspondeu a apenas 12,1% das cadeiras: https://www.tse.jus.br/imprensa/notic...

7) Prefeitas: 70% delas já exerceram algum cargo público não eletivo ou de confiança: http://prefeitas.alziras.org.br/

8) Webinário Completo: https://www.youtube.com/watch?v=cYRby...


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O GPUBLICAS surge para fortalecer a rede de mulheres na gestão pública com especial enfoque na interseccionalidade de gênero e raça nas políticas públicas.
A igualdade e a diversidade, em todos os níveis e em todos os setores da administração pública melhoram a função do governo, tornam os governos mais responsivos e responsáveis pelos diversos interesses públicos, melhoram a qualidade dos serviços prestados e aumentam a confiança nas organizações públicas.
Os efeitos da pandemia COVID-19 nas populações, governos e economias, particularmente na exacerbação desigualdades de gênero, ressaltam a importância de uma administração pública inclusiva que aborde as necessidades de mulheres e meninas, especialmente aquelas que enfrentam múltiplas formas de discriminação.

(Fonte: Global Report on Gender Equality in Public Administration. Disponível em https://www.undp.org/publications/global-report-gender-equality-public-administration)

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Webinário “Liderando o combate à COVID-19 nos municípios brasileiros”

O Webinário “Liderando o combate à COVID-19 nos municípios brasileiros” ocorreu no dia 31 de agosto e contou com a participação das prefeitas Fátima Pacheco (DEM), de Quissamã (RJ); Marcia Conrado (PT), de Serra Talhada (PE); Eliene Liberato (PSB), de Cáceres (MT); e Francinete Carvalho (PSDB), de Abaetetuba (PA).
Também estiveram presentes os especialistas Raphael Bruce, autor do estudo que identificou que cidades governadas por mulheres tiveram 43% menos mortes em decorrência da Covid-19; e Edna Maria de Araújo, docente do programa de pós-graduação em saúde coletiva na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e coordenadora do grupo de trabalho sobre racismo e saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). A parceira Celina Pereira (ANESP) também esteve no evento e apresentou as atualizações da campanha #InformarPrevenirSalvar da qual o Instituto Alziras faz parte.